MEU DESPERTAR

Ao longo da minha vida tenho buscado conhecer a palavra de Deus através dos outros.  A leitura da primeira Bíblia foi uma descoberta maravilhosa. Li três vezes em três anos a versão evangélica. Tentei por diversas vezes ler a versão católica e sempre era interrompida. Já estava duvidando se Deus estava me mostrando a “sua” religião, mas com o aprofundamento da palavra compreendi que o entendimento da palavra de Deus será sempre interrompido porque o caminho para Ele não é tão fácil mesmo.

Algum tempo vinha me preparando para escrever um livro sobre as minhas experiências baseadas com a leitura da sagrada escritura! Os “rabiscos” já se avolumavam pedindo uma providência, entretanto, não me sentia preparada. Precisava conhecer mais sobre as coisas de Deus. Minhas orações e leituras diárias não me deixavam pronta para tomar a decisão.

Um belo dia, chegaram os calafrios, febre alta, dores de cabeça insuportáveis, dores no corpo inteiro. Era a dengue que chegava e me derrubava. Estava realizando a terceira versão da Colônia de Férias com os nossos netos. Foi necessário interromper e devolver as crianças para os seus pais, nossos filhos, pois a dengue exigia repouso absoluto!

Passados os primeiros dias de repouso, talvez incentivada pelo clima do tema que fora escolhido para a Colônia de Férias interrompida – Colônia de Férias Literária – resolvi ler alguns livros que estavam “arquivados” aguardando uma oportunidade: “Jesus, o Homem mais Sábio que já existiu”; “Jesus, o maior Psicólogo que já existiu”; “Soluções de Deus”; “Quem é Jesus”; “Cure o sue coração”; “Superdicas para motivar sua vida a vencer desafios”.

Ao concluir a leitura de “Soluções de Deus”, tomei a decisão de escrever. A forma incentivadora, adotada pelo autor me convenceu. “Aceite o convite. Precisamos do que você escreve… Deixe sua vida ser o seu primeiro rascunho. Você nunca escreverá melhor do que a vida que leva. Precisamos do seu melhor livro. Precisamos que você escreva”. 

”Ter a intenção de escrever não é escrever. Pesquisar não é escrever. Dizer às pessoas que você quer escrever não é escrever. Escrever é escrever”.

Para escrever um livro é necessário entregar os manuscritos a um editor. Na época, não conseguia enxergar outro que não fosse o meu cunhado, Evandro Nóbrega, irmão de sangue e amigo do coração do meu esposo. Não importava que ele não se considerasse cristão. Ele sempre foi uma pessoa íntegra, boa de coração e isso bastava. Ter a sua participação na revisão dos meus manuscritos passou a ser indispensável, principalmente pela sua visão do mundo, pelo seu perfil crítico, pela sua responsabilidade por tudo que abraça. A questão era: como fazer para ele abraçar e aceitar o desafio de editar uma obra escrita por mim, falando de Deus? Eu sabia que se ele lesse os manuscritos aceitaria e que, instintivamente, passaria a fazer o que precisava ser feito para deixar a minha obra completa. Eu precisava de suas “tintas vermelhas” revisando o texto, redirecionando as idéias para atender a idéia central, como diria Max Lucado, autor do livro Soluções de Deus e para isso cheguei a entregar a Edivaldo os primeiros rabiscos, meus primeiros manuscritos. Enquanto isso, continuei juntando pedaços de histórias divinas distribuídas em várias agendas para composição total do meu primeiro livro.

O tempo é uma benção na vida da gente, pois somente ele é capaz de mostrar os caminhos mais acertados de serem percorridos, principalmente, quando no meio do caminho estamos tratando das coisas de Deus. De repente, raciocinei… Por que  escrever um livro se disponho de um blog, com espaço para acolher todos os meus escritos? Pensando assim, abrimos um espaço especial para compartilhar o meu amor por Deus e pela Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José. IMG_0063

 

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